Espelho Maldito
Debocha e não percebe mais que um nanogrão
de sua própria estupidez
e se afoga na angustia de saber
que nunca poderá dizer sentir
pois já não sabe, quais de tu, ainda é tu mesmo
e na paranoia rastejante de tuas sombras
insufladas de sua própria ambição
se alimentam mascaradas,
num banquete de silenciosas dores
e defecam ofídicas doses de violência
sobre as pesadas pálpebras do infinito sono

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