Réquiem
Sou
um coração sem corpo
acorrentado
a uma caixa de ressentimentos
por
onde se atravessam espadas
e
se escorre, um liquido frio e gelatinoso
coagulando
os sentimentos estilhaçados da memória
a
sombra de uma nuvem negra
entrecortada
por um arco-íris preto e branco
ao
som de um trítono fortemente dissonante
perscrutando
a última lembrança
de
que o destino lhe lançara a sorte
plantar-te,
semente estéril
e
lhe ocultar tua própria morte

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