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                    O mito de “Democracia racial” defendida por Gilberto Freyre, em Casa Grande & Senzala tem como base colocar a e...

Não passará!

                   
O mito de “Democracia racial” defendida por Gilberto Freyre, em Casa Grande & Senzala tem como base colocar a escravidão para fora da simples ótica da dominação. A condição do escravo, é historicamente articulada com relatos e dados onde os escravos vivem situações diferentes do trabalho compulsório nas casas e lavouras. Porém, toda forma de diferenciação gera preconceitos, sejam elas de cultura, de religião, de etnia, de raça no sentido sociológico da palavra, de gênero, até de idade e econômicas.
Ideia já foi superada pela ciência, e para o congolês, Kabengele Munanga, o mito faz parte da educação do brasileiro. A inércia desse mito ainda é forte e qualquer brasileiro se vê através desse mito, afinal, porque o brasileiro não se olha no seu espelho, nas características do seu preconceito racial? 
A correção de desigualdades e distorções históricas marcantes na formação do Brasil dá acesso ao topo em todos os setores de responsabilidade e de comando na vida nacional onde esses dois segmentos não são devidamente representados, como manda a verdadeira democracia.  
Ações afirmativas é um tipo de política pública que transpõe ações do Estado na promoção do bem-estar e da cidadania, para garantir igualdade de oportunidades e equidade entre as pessoas. No Brasil, o fundamento principal das políticas étnico-racial é dar um novo significado a noção de justiça social, para que o conceito de cidadania não seja abstrato e cada brasileiro possa exercê-la de forma plena.
O racismo é um dos maiores problemas do Brasil e pode ser constatado em várias estatísticas. Não adianta dizer que as pessoas têm as mesmas oportunidades, porque não é verdade. Ir contra isso é negar a realidade do Brasil, onde os NEGROS e PARDOS representam 68% das mortes violentas; 60% dos presos; 73% dos pobres; 64% dos desempregados.
Ainda existe quem acredite, que ao comemorar o “Dia da Consciência Negra” reforça-se o discurso de ´vitimização’, como se o feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares contribuísse para manter a população negra na condição de oprimida. Porém, essa reação é clássica entre quem não reconhece o racismo na sociedade brasileira.  
O racismo, assim como outras formas de preconceitos estão enraizados, desde as pequenas ações do dia a dia até flagrantes que repercutem nas redes sociais. Recentemente, William Waack, âncora de telejornal foi afastado após um vídeo viralizar, com um flagrante seu de comentários racistas. A emissora se pronunciou afirmando que “é contra o racismo em todas as suas formas e manifestações”. Porém, especula-se, que o afastamento do importante jornalista ocorreu apenas pelo vídeo repercutir negativamente, ganhar proporções inimagináveis com possibilidade de atingir em cheio a audiência da grade. 

Foto: Walter Firmo Publicado por: Zé do Caroço

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